Curso sobre hanseníase por videoconferência da Fundação Alfredo da Matta vai capacitar mais de mil profissionais do interior

Iniciou na manhã desta segunda-feira (05/08) o Curso Básico em Hanseníase por Videoconferência/Telessaúde, promovido pela Fundação Alfredo da Matta (Fuam). No total, 17 municípios participam, somando 1.058 inscritos; profissionais da saúde de níveis Médio e Superior que atuam nas secretarias de Saúde dos municípios de Alvarães, Amaturá, Anamã, Atalaia do Norte, Borba, Coari, Eirunepé, Juruá, Lábrea, Manacapuru, Nhamundá, Parintins, Santo Antônio do Iça, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, Tonantins e Urucurituba.

Segundo o diretor presidente da Fuam, Ronaldo Amazonas, cursos via videoconferência têm se mostrado cada vez mais uma estratégia importante para a capacitação de profissionais pela Fuam. “Notadamente, no Amazonas as distâncias nos afastam muito. Realizar um curso básico de hanseníase no modo presencial é muito complicado, muito caro e muito difícil. Já a videoconferência aproxima, encurta distâncias”, explica.

De fato, a realização deste curso básico de hanseníase via videoconferência permitiu a adesão de um número expressivo de participantes, seja pela facilidade de assistir às aulas nos próprios municípios, seja pela economia proporcionada, já que não há necessidade de custear o deslocamento até Manaus ou de instrutor da Fuam até os municípios.

Para se ter uma ideia, enquanto os cursos presenciais realizados em Manaus reúnem em média de 20 a 30 profissionais em cada turma, somente nesta edição serão capacitados simultaneamente mais de mil profissionais, com a vantagem de os participantes poderem trocar experiências em tempo real com colegas dos vários municípios participantes.

“Nosso colega do interior vai poder conhecer os casos, dialogar conosco, discutir informações e, ao mesmo tempo, trocar experiências”, destaca o diretor presidente da Fuam.

As aulas do curso serão ministradas em dias alternados, ao longo do mês de agosto, por meio de videoconferências transmitidas do Núcleo de Telemedicina e Telessaúde, na sede da Fuam, para os municípios participantes, nas salas de Telessaúde locais.

Segundo a diretora de Ensino e Pesquisa da Fuam, Valderiza Pedrosa, o curso possui carga horária de 24 horas, e o conteúdo abordado inclui desde conceitos e normas da telessaúde, até os mais diversos aspectos da hanseníase.

“Vamos abordar todas as questões sobre a doença: sinais e sintomas, conceitos epidemiológicos, a questão do tratamento, como é que se dá o tratamento, possíveis reações que possam acontecer. Vamos abordar questões sociais, importantes para nossos colegas dos municípios”, explica Valderiza.

Questões éticas da telessaúde, vigilância epidemiológica da hanseníase, a notificação dos casos – que é compulsória – além da prevenção de incapacidades também serão abordados.

Para Valderiza, o número significativo de inscritos representa um ponto muito positivo para o combate à hanseníase, pois proporcionará mais conhecimento aos profissionais, possibilitando discutir casos que fazem toda a diferença na vida dos pacientes.

“Vamos ter profissional abordando sobre a importância da prevenção de incapacidades, que é hoje o conhecimento que as pessoas tem que ter para dizermos se o diagnóstico da hanseníase é precoce ou não. É uma avaliação extremamente importante para o paciente, vendo se ele tem alguma incapacidade instalada, alguma deformidade”, explica a diretora de Ensino e Pesquisa da Fuam.

O diagnóstico precoce, como explica Valderiza, pode significar evitar que se instale no paciente alguma deformidade causada pela hanseníase, por isso a capacitação dos profissionais tem sido considerada uma importante arma para o combate à doença e a garantia de que o paciente não terá, além do tratamento, qualquer complicação causada pelo diagnóstico tardio.

*FOTOS:* Claudio Heitor/Secom

*Mais informações:* Assessoria de Comunicação da Fundação Alfredo da Matta (Fuam): 3632-5806.

Publicado por Conect News AM

Professores licenciado em matemática, especialista em mídias para a educação e gestão escolar. Trabalha como repórter da Grupo Rede Amazônica.

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